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Espaços para eventos em São Paulo: como escolher segundo o formato

Por Ludmila Cott · Cofundadora e Produtora

Você já tem a data, tem o formato e tem uma lista de lugares que “cabem” o número de convidados. É exatamente aqui que a maioria das produções erra: caber não é servir. Um galpão que recebe 800 pessoas pode ser excelente para uma ativação e terrível para um congresso, e isso costuma ficar claro quando o contrato já está assinado.

Quem procura um espaço para evento em São Paulo esbarra em oferta demais e critério de menos: galpões industriais reformados, casas de evento, hotéis com centro de convenções, showrooms, rooftops, pavilhões. Nenhum é melhor que o outro. Cada formato pede um.

Comece pelo formato, não pela capacidade

Antes de abrir plantas e preços, escreva em uma linha o que o evento precisa entregar: uma imagem, um conteúdo que precisa ser lembrado, uma noite que o time queira repetir ou um encontro com quem passa na rua. Essa linha decide cinco coisas: fluxo de entrada, altura e visibilidade, carga elétrica e acesso de carga, o que se pode fazer com o som e até que hora, e quanto do evento fica de fora do aluguel.

Quatro formatos, quatro espaços diferentes

Lançamento de marca. O que manda é a imagem. Pé-direito alto, possibilidade de blackout, paredes que aceitem cenografia, doca que receba caminhão e carga elétrica para LED e luz. Um salão bonito com pé-direito baixo destrói o plano de câmeras. A checagem completa está em como organizar o lançamento de uma marca.

Congresso e convenção. O que manda é o fluxo. O gargalo nunca é o auditório: é o foyer onde acontece o credenciamento e o intervalo. Peça a planta do foyer antes da planta da sala, conte quantos pontos de entrada cabem ali e verifique internet cabeada, salas simultâneas, sinalização e acessibilidade. É o formato em que o controle de acesso e credenciamento define a percepção dos primeiros vinte minutos.

Festa corporativa. O que manda é a operação de bastidor. Cozinha ou área de apoio para o buffet, limite de ruído e horário de encerramento, saída de convidados de madrugada, transporte e estacionamento. Um rooftop lindo com vizinhança residencial costuma ter hora marcada para baixar o som, e ninguém avisa isso na visita.

Ativação de marca. O que manda é o público que ainda não é seu. Aqui não se busca capacidade, busca-se circulação: quem passa, em que horário, e se o administrador do espaço deixa montar fora do horário comercial. Some as regras de mídia do local, o seguro exigido e a janela de montagem, quase sempre de madrugada.

As perguntas que se faz antes de assinar

Peça a lista do que não está incluído. Ela diz mais sobre o custo final do que a proposta comercial.

O que cada tipo de espaço esconde na conta

Em qualquer um deles, o que estoura o cronograma é o mesmo: a hora em que o espaço libera o piso. Vale ler a logística de montagem e desmontagem e cruzar cada cenário com o orçamento antes de escolher. Se o evento serve comida, a decisão sobre a gastronomia muda a lista de espaços possíveis, e não o contrário.

Produzir em São Paulo sem ter escritório em São Paulo

Sejamos claros: a SOMOS DER é uma produtora argentina e não tem escritório em São Paulo. O modelo é outro, e é mais sólido: a direção de produção viaja, os fornecedores são os da praça e a equipe de campo é contratada, treinada e dirigida por nós.

Não é teoria. Na FILGUA, na Guatemala, operamos mais de 90.000 credenciamentos em 13 dias, com o sistema configurado desde Buenos Aires e a equipe local formada por nós. A turnê Brainrots foram 10 datas em 5 cidades da Espanha com o mesmo desenho. Para a Manchester City cumprimos um protocolo definido pela sede em Manchester, e para a DiDi, com a agência mexicana Backyard Group, produzimos lançamentos em três províncias argentinas sob contrato guarda-chuva.

Já tem uma lista de espaços e precisa saber qual deles aguenta o seu formato? Vamos conversar.

Perguntas frequentes

Tem dúvidas? Temos respostas.

Como escolher o espaço para um evento em São Paulo?

Comece pelo formato, não pela capacidade. Um lançamento precisa de pé-direito, controle de luz e acesso de carga; um congresso precisa de foyer para o credenciamento e salas simultâneas; uma festa corporativa depende de cozinha de apoio e do horário permitido; uma ativação vive do fluxo espontâneo de público. O espaço que serve a um desses formatos costuma ser ruim para os outros três.

O que perguntar ao espaço antes de reservar?

Quantas horas de montagem e desmontagem estão incluídas e quanto custa a hora extra; se há outro evento no mesmo dia dividindo doca e elevador; qual é a carga elétrica disponível e em que ponto; quais fornecedores são exclusivos; o que exatamente entra no valor do aluguel; e se a documentação do espaço, incluindo AVCB e capacidade declarada, está vigente para a data.

Quais custos ficam de fora do aluguel do espaço?

Depende do tipo. Em espaço bruto ficam de fora energia, climatização, banheiros, piso, internet e limpeza. Em casa de eventos e hotel, o aluguel é fechado mas a exclusividade de fornecedores, o consumo mínimo, a taxa de rolha, a hora extra e o serviço técnico da casa entram por item. Peça a lista do que NÃO está incluído: é mais reveladora que a proposta.

Dá para produzir em São Paulo sem ter estrutura na cidade?

Sim, desde que alguém contrate, forme e dirija a equipe local em vez de apenas subcontratar. É assim que trabalhamos fora da Argentina: a direção de produção viaja, os fornecedores são os da praça e o pessoal de campo é contratado e treinado por nós, com os nossos procedimentos, como fizemos na Guatemala e na Espanha.

Tem um evento? Vamos conversar.

Conte o que precisa e montamos uma proposta. Respondemos rápido.