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Som e iluminação para eventos corporativos: o que pedir aos fornecedores

Por Franco Ridao · Cofundador e Diretor de Operações

Para contratar som e iluminação de um evento corporativo, peça aos fornecedores um orçamento sobre um rider técnico fechado: lista de equipamentos com modelo, número de técnicos e funções, horários de montagem e passagem de som, e plano de redundância para microfones e processamento. Compare propostas item a item, nunca pelo valor final. Como referência, a rubrica técnica costuma representar entre 15% e 30% do custo total de produção de um evento corporativo.

O problema não é o equipamento, é o pedido

A maioria dos orçamentos técnicos ruins nasce de um pedido ruim. “Preciso de som e luz para um evento de 300 pessoas” pode significar um auditório com dois microfones ou uma festa com banda, DJ e desenho de luz cênico. O fornecedor cota o que imagina, cada fornecedor imagina uma coisa diferente, e os orçamentos que chegam não são comparáveis entre si.

O caminho correto inverte a ordem: primeiro a produção define o que o palco precisa (o rider técnico), depois os fornecedores cotam sobre esse documento. Rider técnico, definido em uma frase: o documento que especifica equipamentos, energia, estruturas, pessoal e horários que o palco exige. Com um rider fechado, três orçamentos são três respostas à mesma pergunta.

O que especificar em som

Num evento corporativo, o áudio tem uma particularidade que os leigos subestimam: a fala perdoa menos que a música. Um grave mal equalizado num show passa; uma palavra ininteligível numa palestra é conteúdo perdido.

O pedido de som deve definir:

O que especificar em iluminação

A luz de um evento corporativo tem duas funções que costumam entrar em conflito: fazer o palco parecer profissional e permitir que as câmeras filmem bem. Se o evento tem transmissão ao vivo ou gravação, a luz se desenha para a câmera primeiro, porque o olho humano perdoa o que o sensor não perdoa.

O pedido mínimo:

  1. Luz frontal para pessoas. Rostos iluminados de frente, sem sombras duras, com temperatura de cor definida junto com a equipe de vídeo.
  2. Luz cênica de fundo. O que dá identidade visual ao palco: contras, cor sobre o cenário, texturas. É onde o desenho criativo acontece.
  3. Luz de sala. Público visível para as câmeras nas tomadas abertas e para a interação, mas atenuável durante projeções.
  4. Operador com programação prévia. As cenas de luz se programam no ensaio, não se improvisam ao vivo.

Como comparar orçamentos técnicos

Com o rider fechado, a comparação vira uma tabela. Estas são as colunas que importam:

CritérioO que olhar
Equipamento listadoMarca e modelo, não categorias genéricas como “sistema de som profissional”
EquipeQuantos técnicos, com que funções, durante quais horários
MontagemHoras reservadas e se incluem passagem de som e ensaio
RedundânciaO que está duplicado: microfones, processador, amplificação, console
LogísticaTransporte, alimentação e alojamento da equipe incluídos ou à parte
SubstituiçãoPrazo e método de reposição se um equipamento falhar no dia

Um orçamento 20% mais barato que não lista redundância nem horas de ensaio não é mais barato: é um evento diferente, com mais risco. E atenção à agenda da praça: em temporada cheia de feiras e convenções, os bons fornecedores técnicos somem primeiro, e o preço de quem sobra reflete isso.

Energia e redundância: as perguntas que separam fornecedores

Duas perguntas revelam a maturidade de um fornecedor técnico melhor do que qualquer portfólio.

A primeira: “qual é a sua demanda de energia e como se distribui?” Um fornecedor sério responde com uma planilha de cargas por circuito. Um improvisador responde “liga tudo aí que aguenta”. Som e luz disputam energia com vídeo, cozinha e climatização, e o dimensionamento elétrico do evento depende de todos declararem as suas cargas. Sobre esse tema escrevemos em detalhe em gestão de energia e conectividade em eventos.

A segunda: “o que acontece se o console falhar durante o evento?” A resposta correta descreve um plano: processamento redundante, microfone reserva já configurado, técnico que assume em quantos segundos. A resposta errada é “nunca falhou”.

Vídeo e telões entram na mesma conversa

Som e luz raramente viajam sozinhos: na maioria dos eventos corporativos, o mesmo pacote inclui telões de LED ou projeção. Vale tratá-los como parte do mesmo rider, porque as decisões se cruzam. A resolução e o brilho do telão condicionam a luz de sala (um LED potente aguenta mais luz ambiente do que um projetor), a posição das telas define onde a luz cênica não pode bater, e o processamento de vídeo precisa de operador próprio, que não é o mesmo da mesa de som. Pedir os três capítulos ao mesmo fornecedor simplifica a coordenação; pedi-los separados pode baixar o preço. Nos dois casos, a produção precisa de alguém que enxergue o palco inteiro.

Erros que estragam o palco (e são evitáveis)

Quem coordena tudo isso

Som e luz não operam sozinhos: dialogam com vídeo, cenografia, energia e roteiro. Alguém precisa fechar o rider, comparar as propostas, coordenar a montagem e comandar o ensaio geral. Em eventos com transmissão, essa coordenação inclui a cobertura audiovisual, porque a luz que fica linda na sala pode ficar ruim na tela.

Na SOMOS DER assumimos a produção técnica completa: escrevemos o rider, contratamos e dirigimos os fornecedores e operamos o evento com equipe própria de coordenação. Se você quer um palco que funcione à primeira, sem aprender com os erros no dia, fale com a gente.

Perguntas frequentes

Tem dúvidas? Temos respostas.

O que deve constar num orçamento de som e iluminação para evento?

A lista de equipamentos com marca e modelo, a quantidade de técnicos e as suas funções, os horários de montagem, passagem de som e desmontagem, o que está incluído em transporte e alimentação da equipe, e a política de substituição em caso de falha. Orçamento que só diz 'sonorização completa' e um valor não permite comparar nada.

Quanto custa som e iluminação para um evento corporativo?

Depende do porte da sala, do formato e do nível de exigência cênica. Como referência geral, num evento corporativo a rubrica técnica (som, luz e vídeo) costuma ficar entre 15% e 30% do orçamento total de produção. Um auditório com palestras exige muito menos do que uma convenção com show ao vivo, e o mesmo salão pode dobrar de custo conforme a ambição do desenho de luz.

Preciso de passagem de som num evento corporativo sem banda?

Sim. A passagem de som (soundcheck) não é só para músicos: é o ensaio técnico em que se testam microfones, vídeos com áudio, retorno do palco e transições entre oradores. Um evento com cinco palestrantes e três vídeos tem mais pontos de falha de áudio do que um show, porque cada troca é uma oportunidade de microfone mudo ou vídeo sem som.

O que é rider técnico e quem deve fazer o do meu evento?

O rider técnico é o documento que especifica tudo o que o palco precisa: equipamentos de som, luz e vídeo, energia, pontos de rigging, dimensões e pessoal. Quando há artistas contratados, cada um traz o seu rider e o evento precisa atendê-lo ou negociar equivalências. Para o conteúdo corporativo, quem monta o rider é a produção técnica do evento, e é esse documento que os fornecedores devem cotar.

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