1. Início
  2. / Blog
  3. / Escalonamento operacional de eventos de marca na América Latina: como passar de um piloto local a uma turnê regional sem perder controle nem consistência

Blog

Escalonamento operacional de eventos de marca na América Latina: como passar de um piloto local a uma turnê regional sem perder controle nem consistência

Por Franco Ridao · Cofundador e Diretor de Operações

Uma ativação de marca funciona de forma impecável em Buenos Aires. O briefing foi executado ao milímetro, os KPIs foram cumpridos, a equipe local respondeu e o cliente global pede o inevitável: replicar a experiência na Cidade do México, em Santiago, Bogotá, São Paulo e Lima. Em 90 dias. Com o mesmo padrão. E, claro, com um orçamento que não se multiplica por seis. Este é o momento exato em que a maioria das operações desmorona, não por falta de talento criativo, mas por ausência de um sistema de escalonamento operacional desenhado para produção regional.

O problema real: escalar não é copiar e colar

A armadilha mais frequente no procurement de eventos regionais é supor que um sucesso local se replica com o mesmo fornecedor local em cada mercado ou, pior, com um fornecedor diferente em cada praça, contratado de forma independente. O resultado é previsível: seis versões distintas da mesma ativação, seis níveis de qualidade, seis estruturas de custo impossíveis de comparar e uma equipe de sourcing global que perde visibilidade sobre a execução real.

Escalar uma produção de eventos de marca na América Latina exige um sistema operacional replicável, não uma cadeia de improvisos coordenados por e-mail. E esse sistema tem componentes técnicos concretos que qualquer direção de Procurement precisa exigir em um RFP.

Os 7 componentes de um sistema de escalonamento operacional regional

O que as marcas globais já estão pedindo nos seus RFPs regionais

As áreas de procurement das marcas que rodam turnês de ativações de marca em vários mercados latino-americanos passaram a incluir critérios que três anos atrás não existiam nos seus documentos de licitação:

Isso não é sofisticação desnecessária. É a resposta racional de equipes de procurement que já passaram pela experiência de contratar uma produtora que funcionou perfeitamente em um mercado e foi um desastre nos outros quatro.

Onde a cadeia se rompe com mais frequência

Depois de ter executado operações na Argentina, na Espanha e em vários mercados da América Latina, entre elas a FILGUA na Guatemala, com 90.000 credenciamentos, os pontos de fratura mais recorrentes no escalonamento de eventos regionais são consistentes:

A pergunta que toda direção de Procurement deveria fazer

Antes de lançar um RFP para uma turnê de ativações regionais, a pergunta não é quantas cidades o seu fornecedor cobre, e sim: ele tem um sistema comprovado para garantir que a experiência número seis seja idêntica à número um? Porque na América Latina a distância entre uma execução brilhante e um fracasso operacional não é geográfica. É metodológica. E essa metodologia não se improvisa na primeira reunião de kick-off: constrói-se com anos de execução em campo, ajustes no local e uma rede operacional que já absorveu os golpes que nenhum playbook teórico consegue antecipar.

Na SOMOS DER, o escalonamento operacional regional não é um serviço adicional cotado à parte. É a arquitetura base sobre a qual se desenha cada produção que atravessa fronteiras.

Tem um evento? Vamos conversar.

Conte o que precisa e montamos uma proposta. Respondemos rápido.